Losing It – Cora Carmack

Oi gente,

Faz muito tempo que eu não posto nada aqui no blog… o que pode ter alguma coisa a ver com o fato de que fazia muito tempo que eu não lia um livro  #shameonme

Hoje resolvi contar um pouco sobre como foi  minha leitura do livro Losing It da Cora Carmack, mas antes de começar segue a tradução que eu fiz da sinopse do livro:

losing it“Virgindade. Bliss Edwards está para se formar na faculdade e ainda tem a dela. Cansada de ser a única virgem dentre seus amigos, decide que o melhor jeito de lidar com este problema é perder a virgindade o mais rápido e simples possível- com um caso de uma noite. No entanto, seus planos provam ser tudo menos simples quando ela se apavora e larga um cara lindo, sozinho e pelado na sua cama usando uma desculpa que nem alguém lesado acreditaria.

E se isso não fosse vergonhoso o suficiente, quando ela chega para o primeiro dia de aula do seu último semestre na faculdade, reconhece o seu novo professor… ela o deixou pelado na sua cama à oito horas atrás….”.

Bom, com uma sinopse dessa eu realmente me interessei pelo livro, achei que fosse ser bem engraçado e cheio de micos….e não me decepcionei!!

O que eu gostei bastante nessa história foi aquela emoção da conquista, sabe? Afinal… quem não gosta daquele xaveco, aquelas tiradas com duplo sentido, e as tentativas de sedução, né? Esse livro tem bastante disso, e o mais legal é que é quase toda vez que isso acontece acaba rolando algum um mico pra estragar o clima! hehe 😛

Durante a leitura eu dei várias risadas com situações possíveis de acontecer, não foram situações muito forçadas ou com uma pegada infantil, sabe?! E foi isso que eu gostei tanto, a autora não tentou “infantilizar” ou “exagerar na sensualidade” dos personagens como em alguns livros que eu já li….. ela conseguir criar uma protagonista real, com inseguranças normais e micosa ao ponto de podermos nos identificar com ela! Bom… Pelo menos eu me identifiquei.. talvez porque eu seja micosa igual 😦 …. mas isso não vem ao caso… hihih

Também queria deixar registrado que qualquer semelhança de Garrick (moço que Bliss largou na sua cama) com o Klaus (The Vampire Diaries, e agora The Originals) é mera analogia minha! Talvez um tenha me lembrado o outro por que acho o Joseph Morgan no papel do Klaus “sexy as hell” , ou talvez achei-os parecidos por que o Garrick tem um sotaque britânico extremamente sedutor, ou foi o fato dele terminar muitas de suas frases chamando a Bliss de “Love” do mesmo jeito que o Klaus faz (só vai entender quem assiste a série… não vou falar mais nada para também não soltar spoilers de TVD)… não sei.. só sei que relacionei e não me decepcionei! #fato

Bom… além do livro ter rendido boas risadas, ter me feito imaginar o Joseph e  torcer pela Blis, eu adorei que tiveram referências à obras do Shakespeare e ao meu momento preferido de Orgulho e Preconceito (“you have bewitched me body and soul”),  e que a apareceu uma frase que quem faz  Teatro entende demais: “Teatro é uma vez na vida… sempre”

Bom, o livro ainda não saiu em português, li uma tradução não oficial (shame on me again), mas apesar do lançamento no Brasil estar previsto para o ano que vem, fica a dica!

Bjos,

Ju

Um Amor para Recordar – Nicholas Sparks

Oi gente,

Não sei se vocês se lembram, mas nesse post expliquei meu medo de chorar litros ao ler Nicholas Sparks. Acontece que dias após o post acabamos comprando um aglomerado de 5 livros dele. Dentre eles, o primeiro que eu li foi Um Porto Seguro e não chorei litros, portanto resolvi me aventurar em um outro livro, Um Amor para Recordar, que já sabia o final para não ter tantas surpresas.

Eu assisti o filme que foi inspirado no livro pela primeira vez há alguns anos e assisti  novamente há pouco tempo… e devo dizer que chorei d+ nas duas vezes, simplesmente porque foi lindo!!! Não sei se quando eu estava lendo o livro fiquei meio insensível ou se por já conhecer a história me preparei para não me apegar muito aos acontecimentos… enfim… acabou que preferi o filme ao livro.

Isso é muito difícil de acontecer, porque eu quase sempre prefiro o livro (exceção Orgulho e Preconceito), mas nesse não teve jeito. Tem coisas que acontecem no livro que eu adoraria ter visto no filme, mas MUITAS coisas que acontecem no filme eu necessitava no livro (como, por exemplo, a listinha da Jamie). A minha preferência pode ter sido influenciada pelo fato de no filme ser o Shane West que faz o papel do Landon…. mas a verdade é que o Landon Carter do livro é meio sem graça, já no filme (culpa do Shane) ele é bem mais carismático. A Jamie do filme também foi mais legal que a do livro, pois durante o filme nós pudemos perceber a personalidade real dela (não só a filha bondosa do pastor), coisa que no livro só é percebida mais para frente da história.

Um-Amor-Para-RecordarApesar de ter comparado o filme com o livro… algo que eu acabo sempre fazendo porque eu não me controlo…. o livro em si é uma história bonita e triste que gira em torno da religiosidade, da fé, do amor e de como algumas pessoas entram na nossa vida e conseguem mudar a nossa maneira de ver o mundo e de viver.

O que me impediu de gostar muito do livro foi a demora para a história chegar aonde queria que ela tivesse chegado e o romance em si que acontece muito rápido. Se bem que acredito que o foco da história é o fato do amor ajudar o Landon a amadurecer, mas o titio Nicholas podia ter explorado mais os momentos apaixonados deles… tá bom.. sei que vão falar que estou reclamando de barriga cheia… mas nesse quesito o filme foi muito melhor, pois focou nos encontros e no desenvolvimento do relacionamento deles.

Enfim, recomendo para aqueles que não assistiram o filme e queiram ler uma história de amor, e para aqueles que assistiram e desejam conhecer a história que inspirou o filme.

Segue o trailer do filme que eu super recomendo!

Bjos,

Ju

10 livros que eu gostaria de ler mas me falta coragem…

Oi pessoal, hoje vou falar um pouquinho sobre alguns que eu gostaria de ler mas por preguiça, falta de tempo, dinheiro ou  etc, ainda não consegui ler… eles não estão em nenhuma ordem de importância, mas aí vai:

  • Musashi:  é um romance épico que conta a vida de um famoso samurai do Japão – Musashi. Bom morro de vontade de ler estes livros.. pois convenhamos que aventura, épico, culturas diferentes.. enfim.. é tudo que eu gosto junto.. porém eles são IMENSOS (mais ou menos 1000 páginas cada) e CAROS. Então aguardo um dia que esteja inspirada e endinheirada (cada vez mais acho que este dia nunca chegará) para comprar e ler estes livros.
  • Cinquenta tons de cinza: sério, quem nunca leu estes livros… eu! Na verdade, quando estava a febre de 50 tons.. tinha umas amigas que só me falavam bem da história que era super romântica, que o Grey era maravilhoso e talz… + acabou que na época estava lendo algum dos livros das Crônicas de Gelo e Fogo e estava obstinada a não ler qualquer outro livro até terminar o 5º volume. Por isso acabei não lendo e depois não fui atrás… mas pretendo um dia ler esta trilogia.
  • Nicholas Sparks: neste caso não coloquei nenhum livro dele específico porque minha recusa de ler serve para todos os livros dele. O fato é que morro de curiosidade de ler seus livros, afinal todos falam que as histórias de amor são lindas mas ao mesmo tempo são muito tristes, e até hoje não tive coragem de encarar um livro dele por medo de desabar em lágrimas.
  • O Vampiro Rei – Volume II (na nova edição é somente Vampiro Rei): o terceiro livro da saga Bento do André Vianco está na minha lista pra ler já fazem uns belo 4 anos ou mais. A questão é que eu li os dois primeiros livros… amei o 1º e gostei do 2º e este foi o problema. Por não ter me empolgado muito acabei deixando o 3º livro pra depois e o depois nunca chegou!  Mas acho que vou comprá-lo logo mais….
  • Feios do Scott Westerfeld: Bom, esta série de livros me intrigou por ser uma distopia (também adoro este tema) mas também por ter ouvido diversos comentários de como ele era um ótimo autor, e que o livro além de ter uma história super viciante também fazia uma crítica a nossa sociedade (como a maioria dos livros de distopias). Procurei este livro em diversos lugares e quando o achei estava com um precinho salgado, um tempo depois encontrei ele mais barato mas eu já estava em outra, atualmente estou torcendo para que a vontade de lê-los bata na minha porta outra vez…
  • Eram os Deuses Astronautas: nossa… esse livro é bem antigo, mas fiquei com vontade de ler faz alguns anos quando meus pais comentaram de um filme que tratava das questões abordadas no livro. Me interessei pelo assunto porque adoroooooo história antiga e gosto da ideia que o livro traz, porém a leitura foi ficando para depois de outros livros… + tenho o livro aqui, esperando para ser lido.
  • As Aventuras de Sharpe e As Crônicas Saxônicas: bom, não é segredo para ninguém que criei uma admiração pelo trabalho do Bernard Cornwell e super me empolguei para ler outras 2 sagas sobre as quais só ouvi elogios, porém quando fui atrás das Aventuras de Sharpe me deparei com trocentos livros e já meio que desanimei (sagas muito longas tem que ser MUITO boas para não me fazer perder o interesse), e quanto as Crônicas Saxônicas ainda quero muito ler, só estou esperando alguma promoção e a coragem de desembolsar o valor pelo Box..
  • Trilogia Millennium: Quero ler a saga desde que ouvi só elogios e assisti a versão hollywoodiana, porém quando comecei a ler o primeiro livro (antes mesmo do lançamento do filme) o começo foi tão parado, tão maçante, que apesar dos incentivos e resenhas que falavam que valia a pena me faltou dedicação e vibe para ler este livro… mas a curiosidade continua
  • A Pirâmide Vermelha: nossa… esse é um livro que está na nossa estante faz tempo e até agora nada. Quero lê-lo porque adorei a saga do Percy Jackson e estou esperando que o Rick Riordan tenha feito outra saga tão boa quanto, porém o momento passou, ele ficou meio esquecido.. ai minha irmã falou que leu o começo e não gostou muito… aí desanimei. Ainda assim quero lê-lo um dia, já que adoro a história do Egito tanto quanto a mitologia grega.
  • O Senhor da Chuva: outro livro do André Vianco, mas como não é uma saga resolvi separar. Por gostar do estilo como ele escreve e descreve batalhas, lutas e cenários que me fazem realmente ver a cena, como se estivesse assistindo a um filme ou vendo ao vivo, não pude deixar de querer um livro que promete ser muito bom. Tinha prometido a mim mesma pegar na biblioteca este livro depois do Vampiro rei 2, mas como este nunca chegou às minhas mãos… vocês podem imaginar que o Senhor da Chuva também não. Estou esperando uma fase mais aventura, mais “livros violentos e de ação” para voltar a ler André Vianco.

É isso, este são 10 livros que eu pretendo ler… só não sei quando 😛

Bjos,

Julia

Perdida – Carina Rissi

Oi gente,

Para fechar a semana dos namorados vim falar sobre um  livro super romântico que li e amei: Perdida da Carina Rissi

perdidaSinopse oficial: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Bom, no dia em que descobri a existência deste livro, decidi que tinha que lê-lo, afinal um romance que se passa no século XIX entre uma jovem “transportada” do século XXI e um jovem da época já me animou geral. Não vou dizer que esta  ideia é nova, até por que este enredo me lembrou muito a série Lost In Austen, que também trata de uma moça da nossa época que é transportada, mas neste caso para dentro da história do livro Orgulho e Preconceito escrito pela Jane Austen ( falamos dela no post sobre Orgulho e Preconceito). Fora  o “teletransporte” outra semelhança que percebi é a fascinação da Sofia (personagem principal do livro) assim como a de Amanda (principal personagem da série)  pelos livros da Jane Austen.

Fora essas coincidências básicas, preciso dizer que gostei muito deste livro, até que ao longo da leitura fiquei tão empolgada com o romance que senti até aquele frio na barriga, sabe? Adoro livros que conseguem transmitir os sentimentos dos personagens sem parecer infantis ou muito dramáticos, para mim o romance estava na medida certa.  Tudo bem, admito que histórias de época sempre mexem comigo e talvez isso tenha ajudado, mas eu adoro esses romance que estão acontecendo, mas ainda não aconteceram, sabe? Não né… expliquei mal.. eu adoro aquela fase de que os dois estão se gostando mais ainda não admitiram em voz alta, ou não tomaram uma atitude, ou não se declararam um para o outro, sabe? Mas se você pensa que por se tratar do século XIX vai ser o tempo todo assim… pode desistir de recomendar este livro para aquela sua sobrinha na pré adolescência… afinal tivemos direito a diversas cenas calientes (até mesmo na carruagem uhu :))…… acredito que nada no estilo 50 tons mas achei bom avisar…..

Então, acho que o fato do Ian ser meio um príncipe de conto de fadas (tipo o homem perfeito) e no começo do livro ficar meio falsa a inadequação da Sofia na época (afinal, nenhuma leitora que se diga fã de Jane Austen ia cometer  alguns erros que a Sofia teimava em repetir… helloooo………. regra número 1 sempre se dirigir aos outros como senhor, senhora ou senhorita) foram necessários para a história funcionar do jeito que funcionou.

Apesar de não ter altos dramas ou aventuras, e ter um “toque” de conto de fadas, super recomendo para quem esteja com vontade de ler um romance de época com uma linguagem mais atual ou apenas queira se empolgar com uma história de amor. Mas já aviso que vai ser difícil não se “apaixonar” pelo Ian.. hihihi

Bjos,

Julia

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

semana_namorados

Oi gente,

Hoje vou falar de um livro que faz muiiito tempo que eu li e pretendia relê-lo para fazer a resenha, mas não deu tempo! 😦 sorry.. vou deixar também um recado.. este post ficou imenso….

ORGULHO_E_PRECONCEITO_1230587763P Apesar de ser considerado um clássico, só fui conhecer Orgulho e Preconceito a partir do filme lançado em 2005. Amei o filme, apesar de ter tido que escutar o tempo inteiro reclamações sobre como a história era parada e sem graça (principalmente da Marina). Mas tá, admito que o começo da história, tanto no livro quanto no filme é meio sem graça… e ponho a culpa no Sr. Collins (quem conhece me entendeu, e quem não conhece não queira conhecer – isso porque ele é personificação de tudo que há de sem graça, pedante e irritante em uma pessoa) + enfim.. vou explicar direito sobre a história para ninguém ficar perdido…

Bom, fãs de Jane Austen, por favor, não me matem + devo dizer que gostei mais do filme do que do livro… isso por que eu me apaixonei pela história através filme e tive um pouquinho de dificuldade com o livro. Não sei se foi a tradução, ou a combinação de expressões diferentes, mas algo no livro não me permitiu amá-lo tanto (pode ter sido uma falta de preparo da minha parte para lidar com uma forma de escrita diferente do que estava acostumada). Mas isso não quer dizer que eu não tenha gostado do livro…. eu gostei e muito…. isso porque esse este casalzinho que se odeia + se ama, sempre foi meu tipo de casal preferido….

Para quem não conhece, este livro conta a história da Elizabeth Bennet e do Mr. Darcy. Durante o livro temos outros casais e algumas histórias que vão se desenrolando, mas o foco está no fato do Mr. Darcy “esnobar” a Elisabeth, por seu julgamento precipitado  sobre ela. Pausa para comentário: é óbvio que qualquer um com um 1/3 da inteligência do Fitzwilliam Darcy  também pensaria assim sobre a família Bennet… afinal a mãe dela não tem o mínimo de descrição, é mal educada, e sinceramente passa o livro inteiro em busca de um marido rico para as filhas…. sei que tem muitas pessoas que gostam e conseguem ver um lado bom na Sra. Bennet, mas tudo que consigo ver é a crítica por trás desta personagem aos costumes da época e a posição das mulheres na mesma. Me revolto, por que, mesmo que ache lindoooo os romances desta época (1800 e bolinha), a sociedade como um todo precisava urgente reformular seus propósitos, objetivos e a sua forma de organização.

Voltando… os acontecimentos do livro são todos influenciados pelo fato do Mr. Darcy pré julgar a Elizabeth e ela fazer o mesmo com ele, devido à atitudes dos mesmos ou de terceiros, ou devido à boatos  sobre eles. Enfim, no livro presenciamos momentos em que a Elizabeth toma na cabeça pelo seu julgamento precipitado, e outros em que o Mr. Darcy leva um fora  por ter agido baseado em seus preconceitos. Ou seja, o título já diz tudo:  os dois são muito orgulhosos e prejulgaram um ao outro. Apesar da história estar repleta de momentos em que não conseguimos acreditamos no que um deles fez, ela nos faz sentir o quanto um foi importante na vida do outro e como o mundo deles muda após terem se conhecido… 🙂

Os personagens da história são bem marcantes, eles têm características bem exaltadas, como o Sr. Collins (que é um chato de galocha), o Sr. Bingley (que é uma boa pessoa, mas ingênuo e bobinho), a Caroline Bingley (que é uma vadia, dito), a Lady Catharine (que é uma bitch ainda maior), o Sr. Bennet (que é recluso e tem uma paciência para agüentar a Sra. Bennet que eu vou te falar).. enfim a gente acaba se apaixonando pela história e pelos personagens dela cada vez mais.

Bom, eu adorei a história, achei um romance lindo e que te faz, a todo momento, querer estar nesta história. Apesar de estar longe de ser perfeito, este livro serviu (e ainda) serve de inspiração para diversos autores, afinal o Sr. Darcy (coloquei em português agora) é aquele homem bonito, rico, educado que todas as mulheres gostariam de ter em casa, e a Elizabeth é uma mulher avançada para a época e com coragem para peitar qualquer marmanjo…ou seja..  é uma história que vale a pena conhecer!

Recomendo este livro para aqueles que gostam de romance, histórias de época e que estejam preparados, pois apesar de acontecer bastante coisa no livro, a história acontece ao seu tempo, ou seja, tem  momentos que a história vai ser mais parada mesmo. Para aqueles que não estão preparados para ler um clássico recomendo o filme, simplesmente porque ele é muito bom! E para quem não tem paciência para os clássicos, recomendo ler livros atuais inspirados nesta história, como por exemplo, Perdida da Carina Rissi (vem resenha na sexta sobre ele), onde a história tem um ritmo mais rápido.

Segue o trailer do filme Orgulho e Preconceito lançado em 2005, e fica aí também uma frase do filme que tira meu fôlego toda vez que eu assisto: “you have bewitched me body and soul and i love i love i love you”

O livro também serviu de inspiração para uma minisérie que merecia uma resenha própria, por ser maravilhosa e por nos permitir olhar para esses queridos personagens de outra forma…… ou não… + vale muito a pena assistir. A série conta a história da Amanda que é tele transportada para a história do livro Orgulho e Preconceito, trocando de lugar com a Elizabeth. Segue o trailer (pena que não encontrei ele com legenda) da minissérie Lost In Austen.

Bjos,

Julia

Excalibur – Último livro da trilogia As Crônicas de Artur

Oi gente,

Nossa….demorei + hoje vim comentar sobre o último volume das “Crônicas de Artur- Excalibur”. Nem preciso dizer que por ser o último da trilogia este livro  foi muito bom e deixou um gostinho de quero mais!!

Caso alguém não tenha lido os primeiros livros prepare-se para spoilers ou visite os posts do 1º https://fomedeleitura.wordpress.com/2012/11/11/trilogia-as-cronicas-de-artur-o-rei-do-inverno/ ou do 2º volume https://fomedeleitura.wordpress.com/2013/03/03/segundo-livro-as-cronicas-de-artur-o-inimigo-de-deus/.

Excalibur- Bernard Cornwell
Excalibur- Bernard Cornwell

Eu sempre tento não revelar muitas coisas para não estragar a história para ninguém mais aí vai: todos nós sabemos que a história não acaba muito bem para o Artur, e vamos ser sinceros ele morre e todo mundo que está lendo meio que JÁ SABIA! A questão é que saber não torna a história menos emocionante e nós ficamos o livro inteiro tentando adiar o inadiável.

Enfim, neste terceiro livro temos os personagens um pouco mais velhos, temos Artur tentando lidar com a traição mais do que pública da Guinevere, podemos perceber o perigo da Morgana ter se aliado ao bispo Sansum, presenciamos a magia de Merlin nos animar e nos decepcionar mais uma vez, conseguimos descobrir como Derfel perde a mão, entre outros. Mas apesar de tudo isso, este último livro carrega uma tristeza constante onde a cada momento nos sentimos como Derfel e Arthur que são rodeados pela idéia de que tudo pode estar perdido, mas tentam se agarrar nos últimos fios de esperança para de tentar salvar a Britânia dos saxões e até de si mesma!

Este livro se tornou meu preferido da trilogia, isso porque além de narrar batalhas maravilhosamente bem, Bernard Cornwell conseguiu me fazer compreender e me afeiçoar a Guinevere! Como? Neste volume Guinevere se destaca como uma brilhante estrategista, uma mulher forte e melhor preparada para grandes feitos que muitos homens, mas que está presa em um universo masculino e por isso frustrada pela falta oportunidades de provar seu valor naquele universo; vi uma mulher forte que tenta fazer acontecer aquilo que deseja! Esta Guinevere cega pelo poder que sabia ter capacidade de conseguir mas não oportunidade, acabou desviando de seu caminho, e agindo da forma que agiu. Claro que nada disso justifica as suas atitudes, mas depois deste livro não teve como não gostar cada vez mais da Guinevere e cada vez menos do Artur… tudo uma influência de Derfel, é claro!

Neste volume também constatamos mais uma vez o grande amor de Derfel por Ceinwyn  e vice-versa, Merlin e Nimue e sua tentativa de manter viva suas tradições e crenças , o crescimento do cristianismo e de Mordred, que se transforma de  criança para um rei cruel e facilmente manipulado!

Enfim, acho que já falei demais sobre o livro em si, o que resta a dizer é que espero que mais pessoas leiam esta trilogia de Bernard Cornwell e possam ser transportados para esta Britânia  acompanhados de Derfel.

Uma curiosidade sobre o livro é que me fez imaginar que daria uma ótima série de TV que deveria ter no mínimo 3 temporadas! Claro que seria difícil retratar o envelhecimento dos personagens, mas ainda torço para que um dia aconteça e acredito que seria um sucesso!

Espero que vocês se animem a ler estes livros!

Bjuss

Julia

Segundo livro As Crônicas de Artur – O Inimigo de Deus

Oi gente,

Faz tempo que eu não escrevo nada aqui no blog , então resolvi voltar para falar sobre um livro que prometi faz tempo: o segundo livro da trilogia “As Crônicas de Artur” que leva o nome de “O Inimigo de Deus”. O nome, no mínimo estranho, faz sentido ao longo da leitura do livro…. portanto podem ficar despreocupados, já que este nome relaciona-se ao descontentamento dos cristãos com Artur,  algo que se desenvolve ao longo do livro devido a algumas medidas impostas por ele (relacionadas à riquezas) e algumas atitudes do mesmo.

As crônicas de Artur - Volume 2- O Inimigo de Deus
As crônicas de Artur – Volume 2- O Inimigo de Deus

Sinopse Oficial:  Este é o segundo volume que retrata a partir de novos fatos e descobertas arqueológicas o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro que luta para manter unida Britânia, no século V, após a saída dos romanos. A Britânia está pronta expulsar de uma vez os invasores saxões. Mas se por um lado o país está unificado politicamente, por outro a luta entre as religiões ancestrais e o cristianismo divide o povo. Diante da propagação da nova fé, Merlin empreende uma busca pelo caldeirão sagrado – objeto mágico poderoso, capaz de trazer de volta os antigos deuses e aniquilar os saxões e os cristãos. Ao longo desta jornada, ele é acompanhado pelo guerreiro Derfel em sua peregrinação por lugares distantes e perigosos, onde vivem aventuras inesquecíveis.

Na sinopse do livro já vemos que a divisão religiosa do povo é um dos aspectos tratados no livro, mas, na minha opinião, o livro é muito mais do isso!! Alerta de Spoilers: neste volume os romances têm uma atenção mais especial já que assistimos de camarote a paixão de Derfel por Ceinwyn, Tristan e Isolda, e o triângulo “amoroso” Artur- Guinevere-  Lancelot (eu não  considero este  um triangulo amoroso em si, já que ele tem muito mais a ver com desejo de poder do que amor! Mas enfim!).

Fora os romances que prenderam a minha atenção, este livro narra a busca de Merlin, Derfel, Ceinwyn , Nimue e outros pelo Caldeirão Sagrado. Merlin acredita que precisa reunir os Treze Objetos Sagrados da Britânia (dentre ele o caldeirão) para garantir a vitória da Britânia contra os saxões,  e por isso solicita de modo nada convencional a ajuda de Derfel e Ceinwyn.

Esta busca além de render uma bela aventura e pitadas de romance (ok ok todo mundo já entendeu Derfel e Ceinwyn)… também colocou em questão a magia de Merlin…que até o momento não tinha me convencido muito! Pronto acho que falei demais… mas foi uma parte do livro que gostei muito!

Além desta aventura acompanhamos batalhas contra os saxões,   algumas traições, e também algumas mortes muito tristes para nosso querido Derfel. Enfim… gostaria de dizer muito mais sobre este livro, mas acredito que se revelar mais detalhes  posso acabar estragando a história para aqueles que desejam ler este segundo volume.

Como eu havia dito no post do 1º volume, eu ADORO esta trilogia, e apesar de ter gostado bastante do primeiro livro demorei para começar a ler o segundo… mas, em compensação, li tão rápido que nem tinha terminado o segundo e já tinha providenciado o terceiro. Afinal foi ele que consolidou minha admiração por esta história e pela maneira de escrever de Bernard Cornwell.

Por isso indico este livro para aqueles que não estavam muito animados em continuar a trilogia, aqueles que não vêem a hora de ler este segundo volume e para aqueles que buscam um livro repleto de aventuras, magia, batalhas e estratégias para proteger e manter um reino unido! E é claro para aqueles que, como eu, adoram achar um romancezinho para torcer!

Bjuss

Julia

Trilogia “As Crônicas de Artur” – O Rei do inverno

Oi gente, hoje vim falar sobre um dos livros da minha adorada trilogia das Crônicas de Artur, “O Rei do Inverno” escrito por Bernard Cornwell.

Bom… depois de saber que este livro contava a história de Artur eu decidi que teria que lê-lo a qualquer custo! Afinal A-D-O-R-O uma história medieval, ainda mais se tiver algo haver com o Rei Artur, Merlin e etc., portanto tudo que eu pensei foi: este é O livro.

E talvez por ter me animado muito tenha me decepcionando um pouquinho, mas  acalme-se, apesar disso o livro é muito bom! O problema foi que este primeiro livro da Trilogia demorou um pouco para se tornar interessante. Por que? Porque demorou um pouquinho para  que os personagens que me interessavam  aparecessem.. afinal o livro é como se fosse uma biografia do Derfel… e aí você me pergunta…  quem é Derfel? Derfel foi dentre muitas coisas amigo e companheiro de batalhas de Artur.

O livro começa com o Derfel  (quase nas últimas) contando sua história para a amável rainha Igraine.  Ele narra o nascimento de Mordred, sua história de sobrevivência quando criança, suas aventuras ao lado de Merlin e suas batalhas ao lado de Artur. Se o Derfel no começo do livro deixou a história meio boring (desinteressante), depois de conhecer Arthur a coisa melhorou e muito!! E é aí que eu considero que começa realmente o livro, porque temos as guerras, os romances, Artur, Guinevere, Nimue, Morgana, Merlin, Mordred, Lancelot, Cewin, (não vou contar spoilers sobre a personagem + ela é muito importante para a história).

Mas acalme-se…  se você não conhece os personagens ou a história, não se preocupe… eles não aparecem todos de uma vez,  Derfel vai conhecendo os personagens ao longo dos livros. Agora se você já os conheçe vai se surpreender, pois eles não são exatamente como os conhecemos… afinal Artur não é Rei, Lancelot não é encantador, e Merlin.. bom.. não se sabe ao certo se ele é mesmo assim tão poderoso… ficou curioso?

A história retrata uma visão sobre a Lenda do rei Artur, onde a magia nem sempre é magia, onde um regente é tratado como rei, e onde Derfel é peça fundamental para o andamento da história.

Enfim… tenho muito para falar sobre essa trilogia, até por que me apaixonei pela maneira como Bernard Cornwell escreve o livro, ou melhor, me apaixonei pela história contada por Derfel…+ vou deixar para comentar mais quando escrever sobre os outros livros.

Portanto recomendo para os fascinados pela lenda de Artur, aqueles que gostariam de conhecer outra versão sobre a lenda, aqueles que gostam de uma aventura épica, aqueles que gostam de mergulhar nas batalhas medievais, aqueles que adoram mistério e magia, e até para aqueles que gostam mesmo é de detalhes. Porque sejamos honestos: Bernard Cornwell é um pouquinho (bastante) detalhista para alguns, mas vale a pena porque ele realmente te transporta para a história e te faz não querer mais sair dela!

Bjuss

Ju

A Batalha do Apocalipse

Oi pessoal,

Bom, demorei um pouco para escolher o livro que inspiraria meu primeiro post e acabei escolhendo um livro brasileiro:

 A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr

 Sinopse oficial: Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

 Minha opnião: Antes de ler o livro fiquei preocupada se seria muito religioso ou focaria muito nos anjos… porque não me interesso muito pelo tema “anjos” e “batalhas entre o Céu e o Inferno”.. para vocês terem uma idéia o único nome de anjo que eu sabia era o Gabriel.. e isso por causa do filme Constantine.

Apesar disso acabei comprando o livro porque não consigo resistir a uma aventura! Não me arrependo, já que o livro tem uma visão bem menos “angelical” sobre os anjos (quem leu o livro vai entender sobre o que estou falando) e apesar de ter como pano de fundo a luta entre o Céu e o Inferno, foca na história de Ablon (o Anjo Renegado): suas viagens, experiências, seu papel nesta batalha, e rola até mesmo um romancezinho…

Gostei do livro, mas achei que em alguns momentos foi necessário um pouco de insistência para continuar a ler o livro (alguns momentos = lembranças da china), fora isso o livro em si é muito interessante.

Se você é daqueles que não se dá bem com autores detalhistas ou se perde facilmente na história, este livro não é para você.

Agora, se você, assim como eu, adora uma aventura, batalhas, mistério, diferentes culturas, e ser transportado a épocas diferentes vale à pena conferir!

bjuss

Julia